quarta-feira, 18 de setembro de 2013

SHOW DA QUEEN B: LUA DAS RUAS' P.O.V

No início era a excitação, no final a euforia.

Ontem, dia 17/09/2013 (que fique registrado), foi um dos melhores dias da minha vida. O dia em que ninguém menos que Beyoncé Knowles trouxe chuva a Brasília (depois de três meses de pura seca).
Contarei meu dia completo até a chegada do show porque quero lembrar desse dia para sempre.
Acordei às 6h da manhã, em ponto, já sentindo borboletas no estômago, sabendo que esse seria um grande dia. Na verdade, na noite anterior, já tive dificuldades para dormir, imaginando como seria o show, as músicas que a B. iria cantar, se ela usaria as mesmas roupas, se eu pegaria um bom lugar, se eu passaria fome, etc. Coisas normais. Então, me arrumei pra diva e executei minha rotina normalmente. Sem drama.
Fui para a parada de ônibus cantando Love On Top, alto, é claro. Algumas pessoas davam uma olhadela mas nada demais. Peguei o micro-ônibus e quase cai porque sentei naquela cadeira central da última fileira de bancos que não tem ferrinho onde se apoiar. E porque eu tava com formiga na bunda e não conseguia ficar parada também.
Cheguei na parada do bairro de Fátima e segui caminhando para a FUP (UnB de Planaltina), cantando é claro, mas dessa vez foi Party. Um moço até passou por mim e disse “bom dia”, fofo!
Peguei o intercampi e fiquei surtando com o Matheus (que faz Letras) sobre o show e o coitado ainda me aguentou!!!!!! BEIJOS, QUERIDO! Cheguei na UnB adiantada, porque só tenho aula 10h e o ônibus chega lá umas 8h40 e fiquei no facebook/tumblr/twitter compartilhando a minha ansiedade com o mundo. Fui pra aula de Introdução a Fotografia (Ifoto) e o engraçado é que todo mundo que eu via eu falava sobre o show. Não é pra esnobar e jogar na cara do proletariado que eu vou pro show não, meu povo, não é isso! É porque eu sempre acho que quando tem algum evento, grande assim, que eu vá, todo mundo vai também, SÓ QUE NÃO NÉ. Fui pra aula parecendo uma largada, sem caderno e sem nem uma caneta sem tinta pra fingir que tava anotando os lero do professor (EU JÁ COMENTEI QUE ELE FALA DEMAIS? ELE FALA DEMAIS!!! BJS DUDA, AINDA GOSTO DE VOCÊ!). 
Sai da aula e já tava tudo certo na minha mente, eu iria faltar a aula de teatro, almoçar, depois ia na reunião da FAC 50 anos com o professor Marcelo Feijó, encontraria os freaks João Pedro e Amanda, e ai seria só alegria, partiu show e peidos de arco-irís. Mas não, fui inventar de passar em frente a sala de Teatro, vi o pessoal lá todo animado se aquecendo, não aguentei e entrei. Veja bem, eu estou AMANDO as minhas aulas de teatro, a professora é linda (“Não à repressão! Viva a liberdade sexual!!!” Portugal, Clarisse) mas a aula é de 12h10 às 13h10, ou seja, compromete totalmente o meu almoço lindo e querido do RU. E foi justamente isso o que aconteceu. Fui almoçar tarde, me atrasei pra reunião e os freaks quase me mataram. Mas a aula super valeu a pena, a gente fez um exercício sobre instinto, emoção e sentimento, onde a gente teve que improvisar muito! O almoçou valeu a pena também, óbvio nem precisava dizer isso né, pela primeira vez na minha vida de RU, comi o vegetariano e tava uma DILIÇA. Sério, curti. A reunião com o Feijó foi ok, eu mostrei as fotos antigas da FAC que eu tinha recolhido no CEDOC, o professor ficou super animado e deu tudo certo, e eu ainda consegui adiantar as coisas para terminar mais cedo. Ufa!
Encontrei os meninos fora da FAC, além dos divos já citados anteriormente Oompa Loompa e John John, estavam a Vitória e a Marina também. Ainda encontramos a May no final do ICC e falamos um pouquinho com ela, porque né precisávamos correr, o medo da fila já gritava pelos nossos ouvidos!
Fomos para o Estádio Nacional (a.k.a Mané Garrincha) no carro do John John (a.k.a Bitch Movel), que nem uns loucos de tanta excitação. Conversamos alto, rimos, gritamos, abrimos e fechamos os vidros com medo de sermos assaltados e falamos um monte de besteira. Estávamos muito felizes só de imaginar que dentro de algumas horas iríamos ver uma das melhores cantoras da nossa geração.

Chegamos no Estádio e já tinha muita gente lá, mas apesar disso a fila estava tranquila. No portão de acesso que a gente tinha escolhido, tinham duas filas grandes nas extremidades e uma no meio bem vazia, VAI ENTENDER!!! Ficamos nessa, é claro.
Encontramos minha irmã linda Rosane lá e ficamos torrando no sol quente juntos. Estávamos tão animados que nem ligávamos pra nada, só queríamos nos divertir. Bagunçamos na fila, cantamos, gritamos idiotices, criamos estratégias para quando abrissem os portões (OCUPA E RESISTE!), embarracamos com quem tentasse cortar fila, comemos (na verdade o João comeu) (MUITO) (sério) (parecia que ele tinha uma lanchonete portátil dentro da mochila), divamos com nossos guarda-chuvas sambando na cara de quem tava no sol, enfim, arrasamos. 
Quando os portões se abriram, foi como se todos nós fôssemos hebreus e estivéssemos fugindo do Egito all over again. UMA LOUCURA! Desespero, correria, perda de fôlego, mais correria, um poeirão subindo e mais correria. Parece que a gente rodou aquele estádio inteiro correndo! Eu só fiquei pensando naquele pessoal que tava acampando na fila desde quinta-feira e que agora teve que correr, de que adianta morar uma era antes do show na fila se na hora de abrir os portões você vai desmaiar na metade do caminho?
Enfim, super dica: já vai treinando as correria, amiga, pro próximo show, não pagar mico e ficar pra traxx bjs!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E como somos divos e não podemos passar o dia sem um barraco, já na segunda fila, na de acesso à arquibancada inferior e já cansados do tanto que esse povo cortava a fila descaradamente, a Rô, mulher de atitude que ela é, não aguentou e deu um sai pra lá em uma folgada que tentou passar na nossa frente, SAI CU. Sem mais, já ganhei meu dia aí.
mas pera, TENHO UMA DENÚNCIA PARA FAZER!!!!!!

Na hora de entregar os ingressos, as metidas da Amanda Guimarães e Vitória Carolina simplesmente saíram correndo e ABANDONARAM o resto de nós, pobres mortais que ainda estávamos esperando a nossa vez!!!!!!! Ao ser perguntada sobre qual o sentimento de quando o poder sobe a cabeça, Guimarães apenas disse:” A gente só queria encontrar um lugar bom, saímos correndo e só quando sentamos fomos pensar em como iríamos encontrar vocês”. Ou seja, os amigos que se lasquem né. HashTagChatiada.
O mais engraçado foi que elas foram se sentar no lado esquerdo do palco, e a gente quando entrou ficou sem saber o que fazer pensando “e agora? pra onde que a gente vai?” e acabou indo pro lado totalmente oposto, o direito. E depois a gente se falando no celular e percebendo que estávamos quase nos mesmos bancos, um em frente ao outro, só que em lados opostos e com uma pista enorme separando a gente.
A oompa loompa, coitada, foi a que mais andou, indo de um lado para outro só porque a gente tinha entrado em uma batalha besta de qual lado era o melhor para se assistir ao show. Sendo que no final ficamos no lado direito mesmo.
Depois a gente encontrou minha irmã fofa Renata que se juntou a nós e aí fechamos o bonde. Nem preciso falar que lá tudo é muitíssimo caro, né? Acho que já é de conhecimento geral que um maldito churros custa seis malditos reais.
Como nós brasilienses somos chiques, antes do show de abertura tivemos um pré-show de abertura M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.O. e exclusivo. Um cara, que tava na pista, estava dançando loucamente/se amando ao som das músicas tops que tocavam. Ele rebolava, descia até o chão, deitava, rolava, etc, embalado pelas palmas e gritos da galera que adorou seu pequeno show. Enfim, super arrasou! BJS, QUERIDO.

Depois, aí sim, começou o show de abertura (de verdade) que era um DJ que animou muito a galera e fez todo mundo dançar. Já dá pra perceber que foi tudo muito lindo né? Um sentimento de integração e de união perpassava por todos que dançavam juntos, interagiam, se divertiam e celebravam. Quando o DJ tocou Billie Jean, fizeram uma pequena roda na pista e um moço, que dança muito, começou a dançar Michael Jackson e também mandou muito bem.
Enquanto a gente esperava o show da B. começar, uma coisa incrível/complicada/inconveniente aconteceu….COMEÇOU A CHOVER!!! A gente só viu neguinho fugindo da pista no melhor estilo corre negada possível. Onde a gente estava, na arquibancada inferior, até que estava tranquilo, pegando bem menos chuva do que os que estavam na pista. A Vitória ainda ficou jogando na cara dos coitados, dizendo que eles pagaram mais pra ficarem na chuva, risos.
Mas apesar de tudo, e de 1h30 de atraso, nossa diva Queen B. entrou no palco, arrasando com chuva e tudo, cantando Run The World (Girls) e levando todas ao delírio!!!!!!!! E mostrando pro mundo WHO RUN THIS MOTHERFUCKER (ela, é claro).
A diva é tão diva que todo mundo já estava achando que ela não iria passar pelo público e ir pro palco do meio, por causa da chuva (porque tinha o palco normal, que era mais protegido e era coberto, e tinha um pequeno no meio da galera). Mas, pra mostrar que é diva e sambar na cara de todos, logo na primeira música, ela já foi diretão pro outro palco e ficou cantando na chuva!!!!!!!! E ainda disse que tinham achado que a chuva pararia o show, mas NADA pararia esse show! Ela disse: “If you are in the rain, I’m in the rain!” COMO NÃO AMAR?
Sem contar que ela é linda, dança muito (mesmo com o palco molhado e escorregadio) e tem uma puta voz! Pra vocês terem uma ideia, ela SÓ trocou de roupa OITO vezes, só isso. O show dela é digno de um espetáculo, com fogos, vários efeitos, vídeos incríveis nos telões, enfim, uma superprodução de deixar qualquer um deslumbrado.
Meus momentos favoritos (todos!!) foi quando ela cantou Crazy In Love, Irreplaceable, Get Me Bodied, e claro, dançou aaaaaaaaah lelek-lek-lek. Sem contar com os Gêmeos-Gostosos-Que-Dançam-Muito! Como ela mesma disse, um dia para nunca ser esquecido.
B. ainda conversou, e muito, com a galera. Disse que ama Brasília, que sabe que as brasileiras sabem dançar, que o fato de as pessoas estarem na chuva e o palco estar escorregadio só motivou ela e sua equipe a fazerem o melhor show possível, que esse show tinha sido o melhor do Brasil (e ela ainda disse: “I mean it!”), que o Brasil é o seu lugar favorito de se apresentar porque o público é o mais apaixonado e animado. 
DENÚNCIA: A única parte do show que eu não gostei foi quando ela foi embora :(
Quando o show terminou foi aquela euforia, todos roucos, gritando, se abraçando, se amando, etc. e fazendo tudo isso na chuva, que agora estava com um vento louco que deixou todo mundo com frio. E depois a gente saiu do estádio e foi esperar a mãe da Mandy, lá fora ao relento. Ainda bem que o John John,  é super preparado e, tinha levado um lençol (amarelo!) que a gente prontamente fez de super capa de proteção para todos, e ficamos reunidos, abraçados em círculo, no meio da galera que ia embora, feito loucos excluídos do mundo, debaixo do lençol <3

SALDO DO DIA: Fomos eufóricos para a casa, tri felizes e cheios de amor. Fin.
Euforia: estado de emoção plena.
BJS DA BEY.